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Um dos protagonistas do envelhecimento da pele é o dano oxidativo. Entre suas causas estão a radiação ultravioleta, a poluição, a fumaça de tabaco, o estresse e a luz azul. No entanto, existe outro mecanismo de envelhecimento precoce do qual gostaríamos de falar neste post: a glicação1,2.

O que é a glicação e como ela afeta a pele?

É uma reação química que acontece espontaneamente quando a glicose que circula no sangue interage com as proteínas da pele. O resultado é a formação de produtos finais de glicação ou AGEs (Advanced Glycation End products)1,2. Também pode ocorrer a reação entre um açúcar e um lipídio ou entre um açúcar e o DNA3,4, mas isso é menos frequente.

 

Os AGEs podem ser produzidos no corpo ou consumidos em alimentos e bebidas. A sua presença, independentemente da origem, implica em uma desorganização das estruturas da pele e uma perda da função de proteínas como o colágeno e a elastina, por exemplo. Além disso, causam dano oxidativo e inflamação1,2,5.

 

Consequentemente, a elasticidade e a flexibilidade da pele são afetadas, tornando-a mais frágil e causando envelhecimento precoce2,3. Vale lembrar que a glicação aumenta exponencialmente a partir dos 35 anos, com a idade e a exposição ao sol 2.

 

É importante esclarecer que tanto a glicação quanto o dano oxidativo afetam não só a pele, como também a estrutura dos vasos sanguíneos e outros tecidos do nosso corpo1,3.

 

Para ler mais sobre o assunto, recomendamos o post: OXIDAÇÃO: SEUS EFEITOS NA PELE E COMO EVITÁ-LA.

Glicação de alimentos

A glicação foi descoberta por Maillard, químico francês que observou como os alimentos perdiam certos aminoácidos (componentes das proteínas)4 na presença de açúcar.

 

Esta reação (conhecida como “reação de Maillard”) é facilmente observada na mudança da cor dos alimentos: quando um alimento fica marrom ao ser exposto a um meio de cozimento, significa que houve glicação entre seus açúcares e suas proteínas.

 

Essa reação ocorre, por exemplo, ao cozinhar carne, pão, doce de leite, torrar amendoim ou produzir refrigerantes4.

 

Por esse motivo, é aconselhável não só tentar reduzir as reações de glicação interna (produto do consumo excessivo de açúcar), como também evitar o consumo de AGEs presentes em alimentos e bebidas. Destes últimos, 10 a 30% aprox. são absorvidos pelo sangue2,3.

Os autobronzeadores também produzem glicação

Os autobronzeadores contêm um ingrediente ativo denominado DHA (dihidroxiacetona), um açúcar que interage com as proteínas nas células mais superficiais da pele, formando produtos de glicação marrom e proporcionando um bronzeado saudável (sem os danos causados ​​pela radiação solar).

 

Essa reação ocorre na camada mais superficial da pele ou Stratum Corneum, onde o produto formado (de cor marrom) permanece até que essas células descamem6.

 

Importante: os danos que os AGEs ou produtos de glicação formados pela ação do autobronzeador podem causar não devem ser uma preocupação, pois não se trata da mesma glicação que ocorre nas camadas mais internas da pele. Sua formação se dá nas camadas mais superficiais, quando já estão próximas à descamação.

Como prevenir a glicação da pele?

Felizmente, a glicação pode ser evitada até certo ponto. Portanto, aqui estão algumas dicas úteis:

 

    • Reduza o consumo de alimentos ricos em açúcar (especialmente frutose)7.

 

    • Evite alimentos ricos em AGEs: alimentos queimados (carne, pão, vegetais), refrigerantes à base de cola, doce de leite, biscoitos e cereais industrializados4,7.

 

  • Evite a fumaça do tabaco, que é rica em produtos de glicação1,3,7.
  • Ferver ou cozinhar no vapor: são métodos de cozimento que geram menos AGEs se comparados a grelhar, fritar e assar 7.
  • Minimiza a exposição aos raios ultravioleta, pois aceleram o  processo das reações de glicação e causam dano oxidativo2,5,8.
  • Pratique exercício físico: um estudo mostrou que os atletas tinham 21% menos AGEs do que os não atletas da mesma idade. Além disso, o exercício físico regula os níveis de açúcar no sangue e potencializa a ação dos antioxidantes, ajudando a não aumentar a glicação1,3.
  • Outras medidas que têm sido associadas à diminuição dos AGEs são: ter bons hábitos de sono e baixos níveis de estresse1.
  • Incorporar agentes anti-glicação em produtos cosméticos2,9.

Quais produtos TCL têm ativos anti-glicação?

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Tónico Exfoliante MB - The Chemist Look

 

Esperamos que este post tenha sido útil para você! Estamos à sua disposição para qualquer esclarecimento!
The Chemist Look Team

 

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  2. Los procesos de glicación y oxidación en el envejecimiento de la piel. Simposio Satélite La Roche Posay XXI Reunión del Grupo Español de Dermatología Cosmética y Terapéutica (GEDCT). Logroño, 2-3 de octubre de 2009.
  3. Kim CS, Park S, Kim J. The role of glycation in the pathogenesis of aging and its prevention through herbal products and physical exercise. J Exerc Nutrition Biochem. 2017 Sep 30;21(3):55-61.
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  5. Gkogkolou P, Böhm M. Advanced glycation end products Key players in skin aging? Dermatoendocrinol. 2012 Jul 1;4(3):259-70.
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  8. Narda M, Peno-Mazzarino L, Krutmann J, Trullas C, Grangera C. Novel Facial Cream Containing Carnosine Inhibits Formation of Advanced Glycation End-Products in Human Skin. Skin Pharmacol Physiol. 2018 Oct; 31(6): 324–331. Published online 2018 Sep 10.
  9. Draelos, Zoe. Cosmetic Dermatology Products and Procedures. Second Edition, 2016.
Prevenção de danos

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