autobronzeadores

A resposta é simples: Sim! 100% SIM! Os autobronzeadores são uma boa e segura alternativa à exposição aos raios UV, pois permitem obter uma cor bronzeada sem se expor aos danos causados ​​pelo sol1. Eles estão tendo cada vez mais sucesso porque a conscientização sobre prevenção e cuidados com a pele, como por exemplo evitar os raios UV, está em alta.

Eles são seguros?

As evidências disponíveis hoje são claras sobre a segurança dos autobronzeadores, que são endossadas pelas principais organizações internacionais:

  • O FDA aprovou o DHA (dihidroxiacetona), seu ingrediente ativo, para uso tópico, ou seja, em cremes e loções. No entanto, não aprovou seu uso em sprays, pois não há evidências suficientes para garantir a sua segurança1.
  • Tanto a Skin Cancer Foundation (Fundação do Câncer de pele) quanto a American Academy of Dermatology (Academia Americana de Dermatologia) afirmam que usar autobronzeador com protetor solar é mais seguro do que se bronzear com radiação UV (seja do sol ou da cama de bronzeamento artificial)1.

 

Como eles funcionam?

A chave para o seu funcionamento é o ingrediente ativo dihidroxiacetona ou DHA, que geralmente é encontrado em 3 % ou 5 %2 em autobronzeadores. É um açúcar que interage com proteínas presentes nas camadas mais superficiais da pele ou estrato córneo, formando produtos marrons (chamados melanoidinas), responsáveis​​ pelo tom bronzeado. Este processo é uma reação de glicação que é chamada de reação de Maillard3.

Algo interessante é que, como essa reação ocorre nas camadas mais superficiais da pele, as áreas em que essa camada é mais espessa, como as palmas das mãos, cotovelos e joelhos, ficam mais manchadas que as demais2.

Curiosidade: essa reação é a mesma que ocorre, por exemplo, ao cozinhar batatas4, pão, carne, doce de leite, torrar amendoim ou produzir refrigerantes de cola5.

Sempre dizemos que a glicação é uma das protagonistas no envelhecimento precoce da pele, então a pergunta que não quer calar é: a glicação produzida pelos autobronzeadores é prejudicial?

A resposta é não! Os autobronzeadores reagem rapidamente com as proteínas das células mais superficiais da pele, sem penetrar nas camadas mais profundas. O produto formado (cor marrom) permanece na superfície até que essas células descamam, devido à renovação celular normal6.
Por esse motivo, a glicação gerada não deve ser uma preocupação, pois não é prejudicial à pele, nem causa envelhecimento.

Para ler mais sobre o assunto, recomendamos o post: GLICAÇÃO: OUTRA CAUSA DO ENVELHECIMENTO DA PELE.

Algumas informações úteis:

  • O resultado do autobronzeador pode ser visto melhor se a pele for esfoliada 3 ou 4 dias antes da sua aplicação2.
  • A cor geralmente desbota entre 5 a 7 dias2, quando as células superficiais “manchadas” descamam (acompanhando a renovação celular natural).
  • É aconselhável evitar ou aplicar menos nos cotovelos, joelhos, tornozelos, palmas das mãos e plantas dos pés (para garantir um bronzeado mais uniforme)2.
  • Os autobronzeadores não protegem contra a radiação UV (a menos que contenham FPS)7. É essencial aplicar protetor solar antes da exposição ao sol, mesmo que estejamos bronzeados.
  • Em relação aos autobronzeadores que contêm FPS, é importante saber que a proteção solar dura algumas horas após a aplicação do produto, como acontece com qualquer outro protetor. De jeito nenhum ele dura enquanto o bronzeado dura!
  • Os autobronzeadores são um recurso eficaz para quem busca camuflar áreas com vitiligo8.
  • Recomenda-se aplicá-lo sempre à noite. Um estudo mostrou que a reação que ocorre enquanto o autobronzeador está fazendo efeito e a pele está "escurecendo", provoca um aumento de radicais livres se houver exposição aos raios UV9. Por esse motivo, a pele estaria mais suscetível aos danos causados ​​pelo sol nas horas imediatamente após a aplicação do produto.

Você pode ler mais sobre a relação entre os radicais livres e seu efeito na pele no post: OXIDAÇÃO: SEUS EFEITOS NA PELE E COMO EVITÁ-LOS.

Esperamos que este post tenha sido útil para você! Sem dúvida, os autobronzeadores são uma alternativa muito mais saudável em relação à exposição ao sol ou ao uso de camas de bronzeamento artificial.

Estamos disponíveis para qualquer consulta. :)

The Chemist Look

 

  1. Huang A, Brody N, Liebman TN. Dihydroxyacetone and sunless tanning: Knowledge, myths, and current understanding. J Am Acad Dermatol. 2017 Nov;77(5):991-992.
  2. Fu JM, Dusza SW, Halpern AC. Sunless tanning. J Am Acad Dermatol. 2004 May;50(5):706-13.
  3. Yourick JJ, Koenig ML, Yourick DL, Bronaugh RL. Fate of chemicals in skin after dermal application: does the in vitro skin reservoir affect the estimate of systemic absorption? Toxicol Appl Pharmacol. 2004 Mar 15;195(3):309-20.
  4. Liska DJ, Cook CM, Wang DD, Szpylka J. Maillard reaction products and potatoes: have the benefits been clearly assessed? Food Sci Nutr. 2015 Sep 17;4(2):234-49.
  5. Gugliucci A. Glicación de proteínas: rol protagónico de la hiperglicemia en las complicaciones crónicas de la diabetes mellitus. Rev Med Uruguay 2000; 16: 58-75.
  6. Fu JM, Dusza SW, Halpern AC. Sunless tanning. J Am Acad Dermatol. 2004 May;50(5):706-13.
  7. U.S. Food and Drug Administration. Sunless Tanners & Bronzers.
  8. Hsu S. Camouflaging vitiligo with dihydroxyacetone. Dermatol Online J. 2008 Aug 15;14(8):23.
  9. Jung K, Seifert M, Herrling T, Fuchs J. UV-generated free radicals (FR) in skin: their prevention by sunscreens and their induction by self-tanning agents. Spectrochim Acta A Mol Biomol Spectrosc. 2008 May;69(5):1423-8.
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