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Sim, a luz azul ou luz visível de alta energia (HEV) emitida pelas telas eletrônicas afeta as células da pele de forma dose-dependente, por mecanismos comparáveis aos dos raios ultravioleta1,2,3.

Embora isso não representasse uma grande ameaça para a pele, hoje não é um fator desprezível: relatórios indicam que o screen time (tempo diante de uma tela por dia) é, em média, 8 horas por dia4. Basta entrar no registro de tempo de tela do celular para confirmar esses resultados (sem mencionar o tempo adicionado do computador e da TV)!

No entanto, não se desespere. Felizmente, não demorou muito para que a indústria cosmética desenvolvesse ativos que filtram a luz azul, ajudando a prevenir danos.

Primeiro: o que é luz azul?

O espectro de radiação eletromagnética compreende radiação com diferentes comprimentos de onda5.

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Nem toda essa radiação pode ser vista (por exemplo, é impossível ver um raio-X, um raio UV ou um microondas). O olho humano é capaz de perceber exclusivamente a radiação eletromagnética de comprimentos de onda entre 400 e 700 nm, valores entre os quais podemos encontrar todas as cores. Isso é conhecido como luz visível5.

Quanto mais próximo de 700 nm (cor vermelha) a luz visível é, mais alto é seu comprimento de onda e menor é sua energia. Quanto mais perto de 400 nm (cor azul) a luz está, menor é seu comprimento de onda e maior a energia de seus fótons. Essa luz visível de alta energia no ambiente de 400 a 490 nm é chamada de luz azul, blue light ou High Energy Visible light (luz HEV) e é predominantemente emitida por telas. Na luz visível, é o que está mais próximo dos raios ultravioleta (raios UV)1,5.

Qual o efeito da luz azul na pele?

Causa o que se chama de envelhecimento digital, pois danifica as células da pele por meio de três mecanismos.

  1. Dano oxidativo: Causa a formação de radicais livres com o consequente dano oxidativo, que é uma das principais causas do fotoenvelhecimento e do câncer de pele1,2,6,7.
  2. Melanogênese: Provoca um aumento na produção de melanina (o pigmento da pele), causando manchas e hiperpigmentação8.
  3. Degradação de colágeno e elastina: Ativa as metaloproteases de matriz (MMPs), que são enzimas que danificam proteínas estruturais na pele3,6.

Esses três mecanismos são semelhantes aos dos raios UV2,3.

Existe uma dose segura de luz azul?

Não, não existe uma dose isenta de riscos. O dano causado pela luz azul é dose-dependente: quanto maior a exposição, maior o dano (sem mínimos seguros)1,3. Por exemplo, foi demonstrado que uma exposição de apenas 1 hora já causa a morte celular e a formação de radicais livres (com consequente dano oxidativo)1.

No entanto, não se desespere. É impossível estar imerso no mundo (rodeado de coisas que podemos ver, ou seja, luz visível) sem nos expor a um certo risco para a pele. O bom é ter informações para nos protegermos de forma razoável.

Como podemos nos proteger da luz azul?

A primeira medida útil (e hoje quase obrigatória) é escolher um creme matinal com filtro de luz azul. Além disso, sempre existe a opção de reduzir o tempo de tela.

Considerando que a luz azul pode causar danos oxidativos e hiperpigmentação, adicionar à sua rotina ingredientes ativos antioxidantes como a vitamina C (ácido ascórbico) e a vitamina E é uma boa alternativa. Além disso, a Vitamina C ajuda a suavizar as manchas. Encontre esses ativos no nosso Booster VIT-C / FE.
Se a sua principal preocupação é a hiperpigmentação, você também pode optar pelo Booster VIT-B3/Zn2+ PLUS, com niacinamida ou os Tônicos Esfoliantes.

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Protetores solares, eles não filtram a luz azul?

Um filtro UV também pode bloquear comprimentos de onda para luz azul. No entanto, eles não precisam necessariamente fazê-lo2. Portanto, é aconselhável escolher produtos que esclareçam ter filtro anti-luz mais proteção UV. Caso contrário, não há como estar seguro.

Esperamos que tenha sido útil e estamos à disposição para qualquer esclarecimento!

The Chemist Look Team

 

  1. Arjmandi N, Mortazavi GH, Zarei S, Faraz M, Mortazavi SAR. Can light emitted from smartphone screens and taking selfies cause premature aging and wrinkles? J Biomed Phys Eng 2018; 8(4).
  2. Nakashima Y, Ohta S, Wolf AM. Blue light-induced oxidative stress in live skin. Free Radic Biol Med. 2017 Jul;108:300-310.
  3. Liebel F, Kaur S, Ruvolo E, Kollias N, Southall MD. Irradiation of skin with visible light induces reactive oxygen species and matrix-degrading enzymes. J Invest Dermatol. 2012 Jul;132(7):1901-7.
  4. The New York Times. 8 Hours a Day Spent on Screens, Study Finds.
  5. National Aeronautics and Space Administration. The Electromagnetic Spectrum.
  6. Parrado C, Mercado-Saenz S, Perez-Davo A, Gilaberte Y, Gonzalez S, Juarranz A. Environmental Stressors on Skin Aging. Mechanistic Insights. Front Pharmacol. 2019 Jul 9;10:759.
  7. Dong K, Goyarts EC, Pelle E, Trivero J, Pernodet N. Blue Light disrupts the circadian rhythm and create damage in skin cells. Int J Cosmet Sci. 2019 Aug 16.
  8. Manpreet Randhawa, InSeok Seo, Frank Liebel, Michael D. Southall, Nikiforos Kollias, Eduardo Ruvolo. Visible Light Induces Melanogenesis in Human Skin through a Photoadaptive Response. PLoS One. 2015; 10(6): e0130949.
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